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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Eu to carente, to sem vontades, com todos os desejos.
Eu to fervendo, eu to gelada.
To matando por muito menos.
To sem sentido, fazendo todo o sentido.
To cabendo em tudo e nada em mim.
Deixando de lado, sendo deixada pra tras.
To vivendo sem dó, disperdiçando coisas vãs.
Tá faltando paciencia, tá sobrando tapa.
To nem ai, quero mais é que se exploda.
Quero silencio PORRA!
Quero só ter tempo de contar até 3 e respirar fundo.
Quero ter o direito de estar estressada.
De curtir minha depressão alternativa, de bar em bar...bebendo, ouvindo rock 'n' roll, jogando sinuca e dando risada.
Quero vadiar!! Pra desestressar!
Me dá um tempo, esquece de moral e puritanismo.
Me deixa falar caralho e rir alto.
Me deixa mandar pra puta que pariu e dar um abraço em seguida.
Me deixa viver!
Ser doida e insana.
Quero me divertir.
Quero sentir vida em mim...pulsando!
O mundo já tá cheio de gente pura e hipócrita...me deixa ser a diversão desse mundinho mediocre!!
Me deixa ser mais eu do que você

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

onde foi?!

Onde foi parar minha inspiração, se as noites de nicotina e alcool ainda se fazem presente!
Não fuja de mim mocinha! Eu nunca disse que era obrigação sua me dar alucinações, mais por favor, eu preciso surtar!
Mais não longe de você.
Inspiração, por favor, não se esconda...eu prometo tocar sua musica preferia.
Por favor! essa calmaria em meus pensamentos está me enlouquecendo.
Eu preciso de você pra não despencar exausta na cama quando chego em casa...e não descanço nada. Porque você não está ali, pra me ajudar a vomitar tudo.
Preciso de uma overdose...de um homem inteligente e muito rock 'n' roll...alguem entrega em casa?
Preciso de você de volta, inspiração...volta logo!
Me faz viajar nas entrelinhas e nas linhas retas...me faz falar sobre coisas absurdas, alegres, doentias e insanas.
Me faz mostrar que eu não sou normal, e que amo isso.
Anda logo, senão troco você por alguma droga artificial!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Mentiras sinceras me interessam?

Acho que mentiras sinceras me interessam mais que verdades falsas. Prefiro ainda assim acreditar em intensões do que em meros resultados frios. A vida é composta por elementos mesclados que são intermediários entre verdades e mentiras, mas sabe-se que cabem sinceridades em ambas. Não há o que não seja verdadeiro se for feito com vontade. Acredito ainda que mentrias contadas muitas vezes viram verdades na boca de quem as fala. E por aí penso e vejo que situações são ocasionadas de acordo com o levar do vento que nos desencadeiam novas e diferentes emoções. Se conto um conto deixo explicito meu ponto de vista, minha vontade de ser e de estar. Meus contrapontos se interpõe e se distraem em diversos estranhos contextos. E por aí conto... mentiras ou verdades, tudo depende do ponto de vista de quem fala e de quem ouve.

Escrito por:

http://gianfratti.blogspot.com

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

O que se perde quando os olhos piscam (teatro mágico)

Pronde vai?
Toda tampa de caneta?
todo recibo de estacionamento?
todo documento original?
Isqueiro, caderneta,
a camiseta com aquele sinal...
Pronde vai... toda palheta?
Pronde foi... todo nosso carnaval?
Pronde vai?
Todo abridor de lata?
Toda carteira de habilitação?
Recado não dado, centavo, cadeado?
Todo guarda-chuva!
Pra fuga pro temporal!
Pronde vai... o achado, o perdido?
eu não sei, veja bem...
não me leve a mal...
Pronde vai?
todo outro pé de meia,
carteira, brinco e aparelho dental?
pronde vai... toda diadema?
recibo, receita e o nosso enredo inicial?
Pronde vai?
toalha de acampamento,
presilha, grampo, batom de cacau
elástico de cabelo
lápis, óculos, clips, lente de contato?
a nossa má memória!
a denúncia no jornal?
pronde vai... aliança, chaveiro, chave, chinelo?
e o controle pra trocar canal
Pronde vai?
O solo que não foi escrito?
Labareda nesse labirinto,
o instinto, o reflexo, sem seguro
O coro do Socorro! O lançamento oficial!
Pronde vai... a culpa da cópia?
Pronde foi... a versão original!?
Pronde vai?
a bala que se disparô?
o indício da gripe que disseminou
a culpa no porco no bicho animal?
a firmação do pulso! O discurso radical!
o troco em moeda... a lição da queda
Pronde foi... nosso humor e moral?
Pronde vai? todo nosso desalento
toda brisa vem de um vendaval
pronde vai a reza cortada por sono
ela vale? Me fale... me de um sinal!

São longuinho
Me fale me de um sinal!


Pra onde foi?
O canhoto, benjamim de tomada
Passaporte, n. de telefone, certidão,
registro com foto, simpleza, prudência, clareza... consideração!
Autenticidade, compaixão, certeza...
a urgência, o acaso e a ocasião,
a postura, o primeiro nome, o amuleto, a muleta,
a raiva, a régua, a borracha, o erro, a rasura, a razão
Carregador de bateria, euforia, a perda, a pendência, o pudor o perdão!
extrato, a ponta, a conta nova, a cola da prova e a extensão,
o estímulo, exemplo, ,a voz dissonante...
A coragem do meu coração!

São Longuinho, São Longuinho
Me fale me dê um sinal!
São Longuinho, São Longuinho
Pra onde foi?
A coragem do meu coração!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Diário de Viagem

Unidades de Conservação: como
fazer as pessoas entenderem?

Diante disso é que surge a idéia: vídeo. Acredito
ser a melhor forma de aprendizado, passar
o conhecimento para qualquer público independente
se já ouviu ou não falar em Unidades
de Conservação - UCs. A idéia: 5 vídeos (4 de
5 minutos e 1 de apenas 1 minuto). O primeiro
será institucional tendo como objetivo mostrar
a atuação do Imaflora em UCs; esclarecer
objetivos; atividades desenvolvidas; parceiras
envolvidas; sucesso e desafios do projeto. Os
demais vídeos seguem a linha educativa: o que
são UCs e sua importância; os procedimentos
para a criação de uma UC; consolidação das
UCs. Por último um vídeo de apenas 1 minutos,
que tem por objetivo deixar um “gostinho
de quero mais”, uma pré-apresentação que
acabará abrindo porta para uma melhor e mais
abrangente apresentação.
Com esse projeto em mãos, criado pela equipe
de comunicação e equipe do projeto, chamamos
a Bruna da produtora Filó Comunicação
e Arte a se juntar a nós. Seguimos viagem
rumo ao Pará, desbravar matas e “voar” pelo
rio Amazonas. Esperava uma aventura, mas o
que estamos vivendo aqui vai muito além disso.
Não é fácil superar todos os medos, ainda
mais tão longe de casa, mas a vontade de estar
aqui somada a beleza desse lugar, do trabalho
do Imaflora e principalmente a beleza desse
povo nos faz a cada dia superar nossos limites.
Talvez o medo de altura seja o mais difícil de
superar, afinal, tudo aqui é “nas alturas”, mas
esse lugar se torna maior que qualquer medo.
Ter esta oportunidade é incrível, o lugar é maravilhoso
assim como as pessoas que conhecemos,
as histórias que ouvimos. Essas pessoas
são tão lindas, existe tanta vida dento delas,
acredito que é o que as torna tão especiais juntamente
com a terra em que vivem.
Bruna e eu aprendemos muito todos os dias
e sei que pode levar alguns dias para absorver
tanta informação. E é nesse meio de informações
e aprendizado que novas idéias vão surgindo.
Um lugar como esse merece muito mais
que 5 minutos, até porque ele não cabe em
5 minutos. Seria interessante poder fazer um
documentário mostrando toda a vida e história.
Essas pessoas merecem ter suas histórias
contadas e nós precisamos conhecê-los.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Diário de Viagem 28/07/10

Comunidade de Remanescentes Quilombolas Jauari - ARQMO - Oriximiná - Floresta Amazonica - Norte do Pará

Ai! Ontem tivemos que desfilar...eu pensei que iria corar de vergonha, mais me senti em casa...a Bru corou no meu lugar haha.
Eu estava me sentindo “em casa” naquele lugar...era FESTA, gente humilde...e o que é desfilar no meio de um monte de gente desconhecida com alguém no microfone falando sua idade, seu estado civil, cidade e qualidades rsrs.
Eu também falei no microfone, DENOVO!! Mais dessa vez falei menos, tava menos empolgada e mais cansada...se bem que pelo menos hoje eu jantei! A Senhorinha fritou frango pra gente, e graças a Deus eu vi que era frango comprado e não “galinha morta” haha...e ela separou o peito pra gente...consegui comer bem e sem culpa. Pelo menos amanha eu sei que vou conseguir me manter em pé e de olhos abertos...a fraqueza não será minha companheira, juntamente com o clube social e a barra de cereal kkk.
Sabe, eu vou sentir falta daqui, vou sentir falta dessa alegria...e desse povo bonito.
Eles fazem letras de musica na hora! São tantos poetas, tantos artistas, que eu me apaixono a cada instante.
Vou sentir saudade até mesmo de fazer xixi na floresta de madrugada, ouvindo os guaribas “cantarem”...o macacada pra fazer festa na mata de madrugada!!
E o Léo, haha...esse roots ... se faz passar bem por um guariba, ooo menino pra roncar!!
Além de ser super divertido...legal pra caramba ver o jeito que ele se adapta com tudo isso...as vezes penso que o mundo dele é aqui, e não lá na urbanoide.
(eu queria ter alguém parecido com ele)
Mais e o Itajuri...ai ai ai...quando li esse nome na pauta eu pensei: putz, lá vem um homi esquisito...mais quando eu entro na sala e vejo aquele mestiço de índio, aquele cabelo negro, liso e enorme!! Aquela pele linda!!...ai ai ai, me apaixonei...puta homem BONITO!!
Preciso tirar Monte Alegre da minha cabeça hahaha...e o Itajuri também....ele é casado e mora longe hahaha
Ai, Monte Alegre foi o máximo...mais judiou de mim com o medo de altura....mais valeu a pena.
Alias, ta valendo MUITO!
Apesar de tudo...e do meu lamento chato nesse diário...eu to adorando tudo isso!!
A Bia ta roots gente!! Ausasuasuashusah

OS: desfilar é melhor que dançar a dança da peneira! Que vergonha kkkk

Diário de Viagem 27/07/10

Comunidade de Remanescentes Quilombolas Jauari - ARQMO - Oriximiná - Floresta Amazonica - Norte do Pará

O povo dessa comunidade consegue ser ainda mais lindo!
Se não fosse pelo meu cansaço, principalmente emocional, estaria lá no barracão aproveitando bem mais da compania dessas pessoas.
Acho que as pessoas não entendem quando digo que não trocaria a cidade por esta paisagem, e que normalmente não seria um lugar que escolheria pra passar férias. Mais é que realmente não me sinto bem, é literalmente se sentir um peixe fora d'agua. Sou mesmo uma urbanoide, muitas vezes engessada, mais é assim que gosto de viver.
Aquela correria da cidade, os amigos num bar, internet, televisão e não ter tempo de parar e ver um pôr-do-sol.
PUTZ! isso soou mal! rsrs
Mais é que to tentando me fazer entender, só não consigo encontrar uma forma correta de me expressar.
É gostoso ter contato com a natureza, contanto que no final da tarde eu possa ir pra casa bater papo com meus pais, checar meu e-mails e brincar com meus cachorros.
To sentindo tanta saudade, que é bem capaz de cair aos prantos quando ver meu povo!
Queria ser diferente, me sentir menos sem chão, é pouca coisa que falta pra isso porque sou forte, senão não estaria mais aqui. Já enfrentei tantos obstáculos, medos e afins. Se eu fosse pequenininha me sentiria mais a vontade, mais também isso é pura idiotice minha. Assim como poesias num momento como esse tendem a ser melancólicamente exageradas.
Ontem tomamos banho no rio, e só depois nos ligamos nas arraias e fomos avisados que por ali tinha jacaré!! haha, como se já não bastasse os cocozinhos boiando e a família de formigas se alimentando do meu pé.
O melhor de tudo aqui é a noite, povo feliz!! animado. Batuques, danças, brincadeiras, festival de piadas hahaha...tudo isso no fim do dia faz valer a pena. Me diverte e distrai a cabeça.
Preciso aguentar só até amanhã, depois do meio dia iremos para Porto Trombetas, vou poder tirar essas sujeira grudada no corpo. Depois do banho vamos pra Belém, dormir dignamente e "curtir" nossos 2 ultimos dias de aventura amazônica. Sabado de manhã devo estar chegando em casa e vou abraçar meus velhinhos. Como será que a lassie ta? Vou ficar agarradinha com ela o final de semana inteiro!!
Estou cansada, e só quero que o dia de hoje passe rapido. Espero que chova! Eu quero que chova!

PS: como o Itajuri é bonito, cabelão!! ai ai ai...vontade de voltar pra Monte Alegre e entrevistar ele denovo rsrs

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Diário de Viagem 24/07/10

Comunidade de Remanescentes Quilombolas Cachoeira Porteira - Floresta Amazonica - Norte do Pará - Oriximiná - Rio Trombetas. Volta de barco a Porto Trombetas - sabado.

O dia hoje foi pesado, sei lá, as vezes realmente parece que voce vai cair e chorar feito criança e não vai mais levantar, mais ainda assim penso que vale a pena. Eu deveria ter começado a escrever desde o primeiro dia, vacilei muito nisso, mais posso correr atras do prejuizo amanhã! Recebemos um presente: um dia de descanço, vai ser otimo para o choro entalado na minha garganta querer parar de subir. Sei que pode parecer muito idiota e choramingão isso, mais só estando aqui pra saber.
Sou uma pessoa comum, totalmente urbana e hoje vejo que tenho uma "vida fácil". Meu Deus, como esse mundo é totalmente diferente do meu! Que saudade dos meus vampiros, dos meus cachorros, DOS MEUS PAIS! dos amigos briguentos hehe.
Mais voltando ao mundo de agora, hoje eu vi tanta beleza, fiquei impressionada com um quilombola chamado Manoel, uma beleza negra inacreditavel, traços fortes e perfeitos. Queria ter tirado muitas fotos, de todos os angulos, mais diante de tudo resolvi respeitar a privacidade dele, dua cameras ligadas o tempo todo já era suficientemente invasor.
Queria ter sentado com ele e pedido pra me contar sua historia, eu devia ter feito isso.
Nossa, eu to tão cansada!
Dormir na rede não é ruim, só me incomoda agora o fato de termos dado carona pra gente demais no barco, o espaço esta minusculo e não dá pra pegar nenhuma bolachinha pra enganar a fome.
Saudade da lassie, meu coração aperta e as lagrimas enxem meus olhos cada vez que penso nela. Que saudade da minha neguinha!
Não consegui muito conversar com meus pais no telefone, me dava sempre vontade de chorar, e chorei! toda vez que desligava o telefone. Nunca me ausentei tanto pra tão longe.
Fico pensando nesse podo, eu não suportaria mais que 3 dias aqui, ou ate suportaria, mais estaria sempre no meu limite.
Hoje superei mais um medo, em relação a altura, não foi tão alto quanto na caverna, mais perigoso o suficiente pra me deixar tremendo. Ontem eu subi a rampa movel do barco e quase desisti de tudo e entrava em desespero só de pensar que em algum momento eu teria que desce-la. Hoje de manhã foi ate facil, a Bruna como sempre, me ajudou (ela é um amor e com certeza uma nova e grande amiga). Eu tinha que enfrentar mais esse medo e na volta consegui subir sozinha. Estavamos no meio de um conflito de terra entre quilombolas e uma aldeia indigena de nômades, acho que a coisa por lá vai ficar um pouco feia se o governo não der logo o termo de terra aos quilombos.
Mais é isso, to eu aqui nessa muvuquinha de barco, melhor ler um pouco e tentar dormir, a viagem é longa, mais amanhã descanço!

(Trechos de viagem...vou postando devagar e sem muita ordem de dias rsrs)