Mia Senhora,
És de lua e beleza,
És um pranto do avesso,
És um anjo in verso,
Em presença e peso,
Atrevo-me e atravesso
Pra perto do peito teu
Teu sagrado e tua besteira,
Teu cuidado e tua maneira de discordar da
dor,
De descobrir abrigo entre tanto amor,
Entretanto a dúvida,
A musica que casou,
Um certo surto que não veio
Há uma alma em mim,
Há uma calma que não condiz
Com a nossa pressa
Com o resta que nos resta
Lamentavelmente eu sou assim
Um tanto disperso
As vezes desapareço
Pois depois recomeço
Mas antes me esqueço
Nossa sina é se ensinar
A sina nossa é.
(Fernando Anitelli - Teatro Mágico)
Sobra tanta falta em mim que me desespero!!...Fê, meu poeta preferido (depois de cazuza)
Estou com uma necessidade absurda de TM...TM é a unica forma de me acalmar a alma, de repor em mim todas as energias que me foram arrancadas...
To nada bem, e essa ausencia deles tá acabando comigo...acabando comigo!
sem exageros, é que a arte me faz falta mesmo!!!...Teatro Magico é minha vida, saudade dos saraus da vida...toda quarta no Blem Blem em SP...das invenções da madrugada...dos amigos em casa pra tocar violão, compor musicas, contar historias...ou simplesmente estar proximos.
Sou muito diferente de tudo isso que está a minha volta hoje...sinto falta de pintar a cara e sai por ai divertindo a vida.
Sinto falta do Doido, todos os dias...com ele eu sempre sou eu mesma, sem censura. Invento meus personagens, conto minhas histórias, interpreto a mim mesma.
Sinto falta de alguns amigos, que ficaram lá longe (SP), que conseguiram fazer do teatro a sua vida (integralmente)...sinto falta dos abraços...abraços, beijos e apertões que eu podia dar sem censura ou explicações...com esse meu jeito "carente" e totaltemente apaixonada por todos...eu podia me agarrar e ficar ali, abraçada em silencio por horas...apenas afeto...carinho...sem ter que dizer se estou apaixonada pela pessoa ou não.
Sinto falta de mim!
Amo meus novos amigos...e como amo!!...são tudo pra mim...
só que as vezes me sinto fora de encaixe...eu poderia inventar menos, me permitir menos...ou então eles se permitirem mais, inventar comigo!
Não tem ninguem sentado no portão de casa comigo, nem na chopperia fechada da esquina...sinto falta...falta de sentir na pele o vento que sopra forte naquela esquina, das poesias e peças que surgiam dali.
Sinto muita falta de mim!
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