mulher impura! O tédio a faz cruel
soletra sua maldade em doces labios
por onde escorre veneno e mel.
Com suas palavras benditas e contos sábios,
leva os homens ao delirio e ao inferno.
Cabelos negros sobre o lindo rosto
dando-lhe ar de menina-moça,
como se donzela fosse o seu posto
Mas em volta de ti o amor faz poça
de sangue, esperma, tudo inverno...
Quando passa e derrama a sua beleza,
ao chão se jogam galantes rapazes.
O lenço na frente, que esperteza!
são regras de conquista eficaz.
Suor escorre, disfarçando o frio interno
Morra, linda mulher, enquanto és linda.
Fernanda young
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